Para quem me conhece do blog do Téo José e do Wanderson, sabe muito bem o que penso de Rubens Barrichello. Para quem não sabe, vai um resumo: um piloto bom, mas que pensa que é melhor do que realmente é e tem uma boca maior do que o ego de muito piloto, incluindo-se aí Michael Schumacher.
No final do ano passado, defendi a aposentadoria de Barrichello, falando que não tinha nada a mais a contribuir para a F1 e que mesmo que tivesse nas mãos um carro "do outro planeta, não seria campeão".
Quando vi Button e Barrichello fazendo a dobradinha na Austrália, pensei que poderia seriamente ter queimado a língua. Mas "o tempo é o senhor da razão" e mostrou que eu não estava errado.
O que esperar dele no futuro? Não muito. Esse ano, o título de Jenson Button deve ser confirmado em mais 5 ou 6 provas. Acredito que a decisão não deve passar da Itália ou Singapura.
Mas podem apostar: quando o título de Button estiver confirmado, ele falará que o objetivo será vencer o GP do Brasil, que ano que vem será diferente, que será sua vez, que continua motivado (como se os outros 19 pilotos não estivessem), ou seja, promessas, promessas e mais promessas... espectativas que nunca se concretizam.
Esse é o maior problema de Rubens Barrichello, além, é claro, de sua pilotagem passiva: sua boca, que em muitos momentos deveria ficar fechada ao invés de criar falsas espectativas e afirmar realidades inexistentes. São poucos os momentos em que Barrichello fala com lucidez.
Rubens Barrichello pode ser campeão do mundo? Quem sabe, o futuro a Deus pertence. Até Damon Hill conseguiu. Mas eu duvido muito. Penso mesmo que ele jamais será campeão na F1. Os motivos? São dois: ele não é tão bom assim e ele não tem capacidade moral para tanto, apesar do que alguns jornalistas e parte de sua xiita torcida afirmam.
Enfim, Barrichello é ótimo... segundo piloto.





